Nota de curso influencia empregabilidade?

Penso que seja consensual que as notas que se tiveram ao longo do curso de Engenharia Civil não sejam importantes. Ou pelo menos que não sejam o mais importante.

No entanto, quem é convidado para dar aulas na universidade das duas uma: ou é realmente um bom aluno ou então tem uma cunha. Também quem ganha as bolsas de investigação são os melhores alunos. E quem vai para as maiores empresas no priemiro emprego são os melhores alunos.

Obviamente que as empresas querem os melhores nos seus quadros. E na engenharia civil isso não é excepção. Mas será que os melhores alunos serão aqueles que efectivamente são melhores engenheiros? Claro que não.
Existem muitos “crânios” que não sabem sequer o que é um nível. Ou para que serve. Existem também excelentes alunos que simplesmente não se adaptam à vida de engenheiro em obra.

Será o mercado de trabalho que encarregar-se-á de separar o trigo do joio. Assim, ao longo da vida profissional serão facilmente distinguíveis bons e maus engenheiros, não tendo isso uma correlação directa com a média do curso de Engenharia Civil. Por isso, não será de estranhar que um aluno que demorou quase a vida toda a acabar o curso seja um excelente engenheiro e que um que fez o curso em 5 anos com média 17 não o consiga atingir os mesmos padrões.

Também não será de estranhar que na busca de emprego um aluno de 10 ganhe a vaga a um aluno de 14. Porquê? Porque apresentou melhores capacidades técnicas, sociais e/ou organizacionais. Porque fez mobilidade no estrangeiro. Porque complementou a sua formação académica com um ou outro curso relevante. Ou então simplesmente porque engraçou com ele. A verdade é que a contratação de um engenheiro é quase como a compra de um melão. Nunca se sabe o que vai sair dali.

Algumas empresas nos seus anúncios obrigam a ter uma nota mínima para se concorrer. Isso limita muita gente a concorrer. Por isso se estás a estudar engenharia civil esforça-te para tirares boas notas, mesmo sabendo que isso não será garantia de emprego na área. Mas é um bom princípio. Pratica um desporto, socializa, ganha experiência de vida pois tudo isto será tido em consideração na contratação.

Em suma, as empresas ao analisarem um currículo pouco tempo perdem com a nota final do curso dando prioridade a outras competências. E a universidade em que se andou? Influencia? Isso fica para uma próxima análise.

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2 responses to this post.

  1. Posted by Miguel on 04/03/2011 at 18:19

    “Existem muitos “crânios” que não sabem sequer o que é um nível. Ou para que serve. Existem também excelentes alunos que simplesmente não se adaptam à vida de engenheiro em obra.”

    Fiquei agora a saber que só é engenheiro quem anda nas obras! Ainda bem que me avisaram, andei as últimas 3 décadas de vida profissional a pensar que era engenheiro, mas afinal parece que não sou!

    Responder

    • Então percebeu mal o que eu quis dizer…. Ou eu é que me fiz entender mal! Aliás, nem estou a perceber porque faz essa interpretação. Na frase que citou encontra alguma mentira?
      O facto de dizer “engenheiro em obra” é simplesmente para distinguir de um “engenheiro de projecto”. Porque penso que seja mais ou menos consensual que um “crânio” se adapta melhor à vida de projecto do que vida de obra.

      Responder

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